• Samuel Grigolato

A cultura do compartilhamento na era da sustentabilidade

Após dois anos de pandemia, o impacto econômico causado pela COVID-19 impôs mudanças significativas na cultura e estratégia das empresas. A principal delas, que já vinha crescendo no ano passado e promete fixar-se ainda mais em 2022, é o conceito de ESG, que influencia marcas e consumidores a adotarem produções e hábitos sustentáveis, respectivamente.


Mas o que é ESG?


ESG (Environmental, social and corporate governance), sigla em inglês, significa Governança Ambiental, Social e Corporativa, que tem como objetivo unir comportamentos em todas as etapas de uma empresa a fim de alcançar melhorias socioambientais. Uma delas é o NET Zero, responsável por reduzir as emissões de gases do efeito estufa na atmosfera desde a geração de um produto até seu consumo final.


O ESG também está atrelado ao marketing sustentável, que promove ações efetivas (e comprovadas) de que as empresas estão gerando redução na emissão de poluentes e na produção de lixo, além de se ressignificar, seja por meio de simples mudanças como tornar as embalagens de seus produtos recicláveis ou de ações parceiras que visam ajudar comunidades carentes. E, dessa forma, as empresas também influenciam seus consumidores a adotarem práticas sustentáveis.



E como construir um relacionamento com a comunidade a partir de práticas sustentáveis?


A preocupação socioambiental tornou-se global devido à consciência de como o impacto de práticas não-sustentáveis, habituais nos processos de diversas marcas, é potente e desastroso para o meio ambiente. Por isso, na última década, tornou-se indispensável para as empresas se comprometerem com essas responsabilidades.


Entretanto, são diversas as dificuldades encontradas para adaptar esse processo ao cenário das marcas, ou ainda, como comunicar essa mudança de modo que o público se identifique. Seja pelo movimento exigido com seus fornecedores, seja para evitar transmitir mensagens que aparentam que a empresa está apenas surfando uma onda oportunista, ou ainda pelo processo que deve ser trabalhado em conjunto com os clientes da marca.


Para que a redução seja efetiva, é necessário que isso também aconteça durante o uso de um bem ou serviço da marca. Não basta apenas pensar em uma fabricação sustentável, mas também em como o consumo e divulgação do seu produto não irá gerar impactos negativos no meio ambiente. Isso requer conscientização dos consumidores para um consumo sustentável e a procura por vias publicitárias digitais e físicas não-poluentes.


É por isso que na Rentbrella, toda a cadeia de produção e experiência tem como consequência final a cultura do consumo compartilhado.



E por que compartilhar é tão importante?


A ideia do consumo compartilhado (ou sustentável), é que as pessoas reduzam a aquisição de produtos que podem ser obtidos em momentos específicos e quando necessário. Ele é voltado para a experiência de uso de um bem ou serviço, sem que haja a necessidade de sua posse, podendo ser usado, posteriormente, por outras pessoas. Essa forma colaborativa gera resultados positivos para o meio ambiente, tendo uma redução significativa do uso de recursos naturais, além de produzir uma dinamicidade nas relações de uma comunidade.


No caso dos guarda-chuvas convencionais, por exemplo, o descarte incorreto produz anualmente uma quantidade de lixo capaz de construir até 25 torres Eiffel, segundo aponta estudo. Imagine esses números em relação a outros produtos.


Por isso, para resolver esse problemas, ressignificamos a forma como nossos guarda-chuvas compartilhados são produzidos: os tecidos dos guarda-chuvas são feitos de poliéster reciclado (rPET), são compostos integralmente de garrafas PET recicladas. Além da redução de plástico no meio ambiente (cerca de 187 mil garrafas), a utilização desse tecido também permite uma redução significativa do consumo de água na sua fabricação.


Ademais, ao incentivar o compartilhamento, o usuário ajuda a diminuir a geração de mais CO2 na atmosfera. O guarda-chuva compartilhado, em dias de chuva, é uma alternativa ao uso de carros particulares em trajetos de até 1 km. Essa pequena substituição, em novos ecossistemas implementados com nosso modelo de negócio, evita a emissão de até 5,7 toneladas de CO2 por dia (ao considerar a jornada de retirada e devolução de 30 mil utilizações em um dia de chuva).


Por fim, quando os guarda-chuvas encerram seu ciclo, ressignificamos seu tecido rPET em materiais novos como estojos, máscaras e ecobags destinados à ONGs.


Estamos abertos a compartilhar ideias e trabalhar junto a empresas que se propõem a tornar o ESG parte de sua cultura, por isso, acreditamos que a parceria com a Rentbrella é um ótimo caminho para a expansão do consumo sustentável, além da agregação de valor ESG que estará associada a marca que estampa nossos guarda-chuvas.



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